segunda-feira, 11 de julho de 2016

Análise detalhada da Jump NEXT! Vol.01 (Ano 2016).


Folheando o futuro.

Se analisarmos a NEXT mais metaforicamente, podemos chegar a conclusão que estamos folheando o futuro da Shonen Jump, pois em cada edição tem uma chance real de sair uma futura série ou até mesmo um futuro grande sucesso. Eu, você, e todos os japoneses, abrem a Jump NEXT com a esperança de encontrar um one shot que tem potencial de se tornar um novo Shokugeki no Souma, um novo Naruto, ou até mesmo um novo One Piece. Será que esta edição encontraremos uma obra que trará esta sensação? Bem, teremos a resposta agora.

Mas antes de tudo, eu gostaria de pedir desculpa a todos os leitores pelo atraso gigantesco nessa análise. Semanalmente sempre ao menos um leitor me pedia para analisar os dois volumes restantes, me cobravam o lançamento da maldita análise, eu dava um data que eu não acabava cumprindo, mas agora que estou de férias (FINALMENTE) consegui encerrar a análise do primeiro volume, e acredito que na próxima semana já lançarei a análise do segundo volume, assim estando em dia com a revista e pronto para lançamento da nossa querida Jump GIGA, que além de analisar detalhadamente, também analisarei a sua TOC. Espero que esta análise (que infelizmente será a penúltima da NEXT) agrade todos aqueles que esperaram meses para o seu lançamento. 

Volume 01


O primeiro e penúltimo volume do ano de 2016 foi praticamente voltado no encerramento ao encerramento de Kuroko no Basket, não dando um destaque grande a nenhuma one shot. Uma decisão que pode desagradar aqueles que compram a NEXT por causa das curtas, mas ao mesmo tempo que deve agradar muitos aqueles que estão acompanhando a um pouco mais de um ano este "Extra Game" de Kuroko no Basket. Mesmo não dando um grandíssimo destaque a nenhuma série, tivemos ao todo um bom número de séries lançadas, treze, sendo que dois one shots não podiam ser votados por terem por trás autores já conhecidos pelo público. E diferente das edições passadas, onde um one shot de autor desconhecido recebia página colorida, nesta edição, nenhum recebeu, fazendo assim a competição mais "equilibrada". 

Lembrando que normalmente o vencedor da edição acaba sendo serializado, mesmo que ultimamente a fila da séries que poderiam ser serializada esteja enorme - culpa unicamente dos editores que decidiram que era "chato" demais estrear novas séries na revista. Provavelmente os editores relançaram a maioria dessas séries empacadas na Golden Future Cup deste ano, como fizeram com Galaxy Gangs e outras séries no ano passado. De qualquer modo, até alguns meses atrás, nenhuma das edições haviam sido completamente ignoradas, ao menos um dos one shots bem recepcionados, e se os editores retornarem a lançar várias séries, provavelmente veremos vários desses mangás sendo serializados, por isso tem chances reais de ao menos UM desses one shots acabarem indo parar na nossa querida Weekly Shonen Jump. Por fim, lembrando que a "nota" é a MINHA nota, e não tem nenhuma relação com a recepção dos japoneses.


Vencedores oficias das edições anteriores:
NEXT Vol.01: OUT GEAR FULLCOLOR de Bobi Ohsawa
NEXT Vol.02: Mononoke Banchou Muramasa de Yamada Kintetsu
NEXT Vol.03: Killed Boy & Killed Girl de Yamashita Shogo
NEXT Vol.04: Fukou no Tono de Hanzaike Masayuki e Iwasaki Yuuji
NEXT Vol.05: Hen men no Utage de Nibutani Yuu
Caso queira ler a análise das edições anteriores: NEXT

É interessante notar que dos quatro vencedores do ano passado, dois deles foram mais bem votados da edição na 2ch (Fukou no Tono e Mononoke Banchou), dois foram os segundos mais votados (Killed Boy & Killed Girl e Hen Men no Utage), e somente um ficou fora do "TOP 05" de mais votados no fórum, que foi justamente Out Gear Fullcolor que, por mais que tenha sido o mais votado da edição, na 2ch foi somente o sexto mais bem avaliado. Por isso é bem provável que um dos cinco primeiros colocados desta edição acabará vencendo a quinta edição deste ano.

Agora, sem mais delongas, vamos aos one shots desta sexta edição da Jump NEXT!:

Sureddo.Obu.Za.Deddo / Nagase Yuume


Primeiramente eu gostaria de dizer que não foi o meu teclado que deu problema, o nome do mangá é realmente assim estranho, caso seja bem recebido e serializado, eu tenho certeza absoluta que os editores obrigarão o autor a mudar o nome da obra. De qualquer modo, "Sureddo" conta a história de um garoto zombie que passa seu tempo ajudando as pessoas, mesmo tendo um lado meio "psicopata" que chega a assustar as pessoas que ele ajuda. O mangá segue um conceito muito simples: O garoto valente e um pouco exagerado que ajuda um outro garoto indefeso, mas que ao mesmo tempo, é muito inteligente. E a história desse one shot também é bem simples, esse garoto indefeso está sendo atacado por vandalos e ao mesmo tempo por uma espécie de lobisomen, que pelo que tudo indica, foi criado pela mesma pessoa que "renasceu" o protagonista (O vilão que aparece na última página).

Os pontos mais elogiados do mangá foram a sua arte, que mesmo em alguns momentos fraquejar, apresenta um detalhismo muito bom. O seu humor, que em muitas cenas, acabam levando os leitores a esboçaram um bom sorriso (Pelo que vi no woratachannel, o público comentou bastante do momento em o protagonista morde o taco de baseball) - Aliás, todo o combatimento que foi bastante dinâmico agradou os leitores. O problema da obra são realmente os momentos clichês e pouco desenvolvimento do assunto que despertou a curiosidade do seu público: A relação entre o protagonista (bravo-frágil) não foi bastante criticado tanto na 2ch quanto no WorataChannel. E percebi em alguns sites (e nos seus comentários) que o público chegou até despertar interesse no vilão, que parece criar criaturas, mas ficaram decepcionados pelo autor tocar muito pouco nessa temática. O design do protagonista também recebeu leve crítica, os leitores deixaram claro que em muitos momentos o protagonista não parecia um "Frankstein" e sim uma pessoa normal com uma cicatriz. Deste modo, "Sureddo" apresenta um uma arte boa, um bom humor, um conceito interessante, mas pouco aproveitado, e por fim uma relação entre protagonistas clichê. Tem potencial, mas precisa dar uma boa melhorada em alguns pontos para conseguir dar certo na Weekly Shonen Jump.

Nota: 3 / 5
Chances de Serialização: Medianas. O mangá foi o quarto mais bem recepcionado na 2ch, e também o quarto mais bem recepcionado na MDB. O público na WorotaChannel e 2ch destilaram bons comentários ao mangá, e até despertaram interesse em vê-lo sendo serializado, mas provavelmente isto não acontecerá, pois na própria revista tivemos outras obras que foram mais bem aceitas pelo público, e conseguiram ter uma opinião mais unanime. Não seria uma má escolha dos editores serializar "Sureddo", acredito que caso o autor apresente um "esboço" de três capítulos muito convincente, os editores podem acabar serializando o mangá, mas esse esboço deve melhorar vários pontos medíocres que se tem no one shot - Pontos, que caso sejam mantidos, levarão com certeza a série ao fracasso -.

Monokuro / Nitta Tarou


Nitta Tarou parece que conquistou os editores e lançou o seu segundo one shot seguido. O autor havia lançado anteriormente "Makai Travel" no volume seis de 2015, e um volume depois, já lançou um novo one shot - Provavelmente os autor havia apresentado duas ideias interessantes (na visão dos editores) e assim os editores permitiram lançar os dois mangás. A história de "Monokuro" começa com o rei dos demônios (o protagonista da história) esperando ansiosamente pelo nascimento do seu primogênito. A criança nasce totalmente saudável, mas a sua amada esposa morre. Deste modo, o rei dos demônios se vê na situação de criar o seu filho sozinho, tendo que dar uma boa criação e ao mesmo tempo, transforma-la no herdeiro do seu trono. Este "One Shot" foca na relação entre pai e filho, onde o protagonista ensina o seu filho a se tornar um lutador. No meio da narrativa, os dois são ataques por um líder de gangue que quer roubar o trono ao seu rei, e este vilão acaba fazendo tanto o rei quanto o seu filho de prisioneiro, contudo, quando as esperanças pareciam estar acabadas, o filho do rei mostra seus verdadeiros poderes e acaba vencendo o vilão da história.

O conceito de "Monokuro" é realmente muito interessante, e a arte de Nitta Tarou é muito interessante, inclusive eu apoiaria o autor a se juntar com um bom roteirista e continuar sua carreira somente como desenhista. Estou dando essa proposta, porque, por mais que pessoalmente "Monokuro" tenha me agradado, o mangá acabou tendo uma recepção aquém do esperado e não deve acabar sendo continuado. Os japoneses elogiaram bastante a relação entre pai e filho desenvolvida pelo autor, inclusive consideraram este o ponto mais forte da história, contudo, todo o restante não acabou não agradando. O universo apresentado não era interessante o suficiente, o protagonista era "clichê" demais, as cenas de lutas não foram emocionantes e o vilão, e suas motivações, foram consideradas decepcionantes por parte da maioria das pessoas que comentaram tanto na 2ch quanto no WorataChannel. O público que da MDB, em contra-mão, não achou a obra tão ruim quanto os demais, contudo, definindo-a "boa", ao invés de "ruim" como os frequentadores dos demais fóruns. Por fim, a própria conclusão da história, com o filho do rei dos demônios liberando o seu verdadeiro poder foi clichê o suficiente para deixar as opiniões sobre a obra um pouco mais "negativas".

Nota: 4 / 5
Chances de Serialização: Baixas. Pessoalmente, como eu já declarei, gostei do que li, mesmo não me agradando muitos dos pontos clichês que a obra apresentou, contudo, esquecendo a minha opinião que não vale nada, os japoneses realmente não gostaram do mangá. Foi o décimo mais votado na 2ch (de treze mangás), e por mais que tenha tido um rendimento um pouco melhor na MDB (que antes eu chamava simplesmente Blog Rankings), continua sendo uma recepção "morna" demais para animar os editores. Provavelmente a obra será a sétima ou oitava mais bem votada da edição, então, os editores acabarão ignorando o mangá. As suas chances de acabar sendo serializada, é apresentando um bom esboço de três capítulos, mas duvido até mesmo que os editores irão encomendar um "esboço" de três capítulos, devem simplesmente pedir para o autor produzir novas idéias. Lembrando que "Makai Travel" também teve uma recepção baixa e tem poucas chances de acabar sendo serializado.

Higashi no Yamato to Nishi no Riri / Hirakata Masahiro


Quem lê as minhas análises sabe muito bem que guardo no fundo do meu coração um gigantesco ódio por mangás com nomes que superem três palavras, então, o novo trabalho de Hirakata Masahiro já tem o meu ódio eterno. Brincadeiras à parte, é sempre bom ver o autor do divertido "Shinmai Fukei Kiruko-San" e do questionável "Best Blue", de volta. Após fracassar com "Best Blue" (que também havia sido lançado em um volume 01 da NEXT, mas no caso, do ano 2014), o autor retorna a revista com "Higashi no Yamato", um one shot que conta a história de uma dupla infalível no combate dos demônios - A narrativa apresentada neste curta foi bem simples, a dupla de um monge e uma freira são chamados para salvar uma cidade do Japão que está sendo atacada por um demônio samurai esqueleto, e após um rápido combatimento, a dupla consegue vencer o inimigo e deste modo salvar os japoneses indefesos.

Então, primeiramente devo assumir que o conceito de "um monge e uma freira" reunidos me chamou bastante atenção, contudo, "Higashi no Yamata" é um grandíssimo fracasso, a ideia simplesmente não funciona de modo algum. O mangá propõe ser uma comédia com muitas piadas visuais, mas, não consegue fazer rir, os japoneses, principalmente na 2ch deixaram claro que não deram nem um sorriso lendo a obra. Os personagens são tão genérico que não passam nenhuma identidade, o inimigo mesmo não tem identidade alguma, não desperta curiosidade ou mesmo te fazer dar um sorriso com suas piadas "históricas". As demais piadas da série também acabaram sendo bem fracas, e os japoneses simplesmente caíram matando sobre a série. Eu acredito que isto aconteceu por causa da falta de linha narrativa no one shot. Os personagens não são bem desenvolvidos e toda a situação é simplesmente jogada aos leitores: "Tem um demônio atacando a cidade e essa dupla dinâmica, enquanto faz várias piadas, vai ser salvar a cidade". Caso o autor conseguisse desenvolver melhor toda a situação, as suas piadas poderiam acabar sendo mais engraçado. Hirakata Masahiro retorna a revista com uma ideia que poderia ser interessante e muito engraçada, mas talvez precisa de mais tempo para amadurecer a ideia, e apresentar um conteúdo com um humor melhor. "Higashi no Yamata" é simplesmente um one shot sem graça.

Nota: 1 / 5
Chances de Serialização: Baixas. O segundo PIOR avaliado da edição tanto na 2ch quanto na MDB. Os editores podem acabar dando uma de Sporting Salt e serializando o mangá mesmo com essa recepção péssima, mas não acredito que isto acontecerá. Só espero que Hirakata Masahiro acabe tendo mais uma nova chance, pois Shinmai Fukei Kiruko-San foi uma obra muito simpática e sei que ele tem capacidade de lançar uma boa comédia.

Tsubakizakura / Momose Yuu


Se vocês acharam "Sureddo" um pouco "bizarro", com certeza não estão preparados para "Tsubakizakura", que entrega um conteúdo que, a palavras mais leve que podemos defini-lo é: "estranho". O one shot de Momose Yuu conta a história de uma garota que entrou em uma arena onde os seus participantes devem matar monstros extremamente perigosos, parece que quanto mais monstros matar, maior será a sua recompensa. O problema é que esta garota não estava preparada para matar essas estranhas criaturas, mas, quando esteve preste a ser morta, um estranho ser "malhado" com cabeça de cavalo a salva. E a partir dali, os dois começam as suas aventuras dentro desta arena. A conclusão da história é bem simples, os dois vencem os monstros mais fortes e o cabeça de "cavalo", retira a sua mascara e se revela um homem com uma cicatriz no rosto. Outros dois personagens aparecem na história, mas acredito que não seja tão relevante cita-los.

A história é claramente uma grande mistura entre comédia e ação frenética. As suas piadas, mesmo sendo em grande parte "exageradas" e bem sem sentido, acabam funcionando no contexto da obra. Os seus personagens também foram bem adicionados, mesmo o autor desenvolvimento somente a protagonista, os três demais que apareceram na história também se tornaram minimamente interessantes. Percebi que os japoneses, principalmente na 2ch elogiaram bastante a arte do autor, e deixaram bem claro que gostaram muito das cenas de ação desenhadas. O autor da madoma blog, que gostou bastante do one shot, deixou claro ler "Tsubakizakura" deu a sensação que ele estava vendo um desenho animado, já que a arte do autor é extremamente fluída. Contudo, deixando de lado os pontos positivos, o mangá apresenta vários problemas: A história e o seu universo são muito mal desenvolvidos, podemos dizer que simplesmente não existem. Eu sinceramente não conseguir entender muito bem onde a obra é situada. O autor também utiliza de vários momentos que deveriam chocar os leitores, mas em nenhum caso esses momentos realmente conseguem surpreender - Quando o cabeça de cavalo retira a sua mascara, devia deixar os leitores de boca a aberta, mas nos fóruns NINGUÉM comentou sobre isto. Aliás, quem comentou foi justamente criticando esse ponto. Tsubakizakura demonstra que o autor tem um grande potencial em criar personagens carismáticos e ao mesmo tempo em apresentar cenas de ação emocionantes, contudo, precisa melhorar muito no quesito roteiro para conseguir dar certo na revista.

Nota: 3 / 5
Chances de Serialização: Baixas. Os leitores realmente tiveram uma boa impressão em relação ao autor, mas o roteiro fraquíssimo da série acabou afastando grande parte dos votantes, que tiveram preferência por outras séries. Deste modo, o mangá acabou sendo o sexto mais bem votada na 2ch Ratings, tendo uma nota realmente "mediana". Espero que os editores acabem dando uma segunda chance para o autor, pois ele demonstrou ser muito talentoso, mas antes de dar uma segunda chance, vale a pena deixa-lo treinar desenvolvimento de história mais um pouco, quem sabe, fazendo um "estágio" como assistente de algum mangaká. Por enquanto, Momose Yuu claramente não está pronto para a Weekly Shonen Jump.

Shoukanshi Aremo no Akuma Mokuroku / Pon & Wakao Kazuhiro


Se obras com nomes grandes me irritam, obras com recepções confusas me irritam mais ainda, e "Soukanshi Aremo" conseguiu unir os dois elementos. O mangá da dupla "Pon e Wakao Kazuhiro" é o quinto one shot da revista e conseguiu dividir bastante o público: A história é sobre dois estudantes de um colégio de invocadores. Um dos estudantes é um fantástico aluno, e consegue invocar grandiosas criaturas, mas ao mesmo tempo que o professor ficar surpreso pela habilidade do estudante de cabelos castanhos escuros, o protagonista estranha esta sua grandiosa habilidade, e acaba descobrindo que na verdade o aluno fez um pacto com um demônio para ter mais poder, assim podendo invocar monstros mais fortes vindo do "submundo". A questão é que quando a dupla é atacada por uma aranha gigante, as invocações do "excelente" aluno não conseguem fazer efeito, e é o protagonista, com suas invocações ridículas (um sapo, gato humano, uma mão gigante e etc) que consegue vencer o inimigo.

"Shoukanshi Aremo" é mais uma obra que tem como objetivo principal não introduzir realmente uma história, como por exemplo, "Sureddo" fez, mas sim, introduzir personagens e o seu universo. É impossível saber, caso a série seguirá se for serializada, qual será o próximo passo dado pelo autor, diferente de Sureddo que podemos de algum modo imaginar, contudo, o problema de Shoukanshi é que mesmo focando nos personagens e universo - Vários mangás, como Black Clover e Boku no Hero Academia seguiram essa estratégia no seu One Shot e deu certo - O problema deste one shot é que mesmo seguindo essa estratégia, não conseguiu agradar todo mundo, muito pelo contrário, conseguiu dividir bastante as opiniões. Muitos japoneses, principalmente na 2ch, acabaram comparando a obra a Black Clover, tanto em ambientação do universo quanto na relação entre os dois protagonista, que para muitos lembrou Asta e Yuno. A arte do desenhista também acabou dividindo a opinião de muitos leitores, alguns deixaram claro que não foi de "agrado", para outros, a arte foi um dos pontos interessantes da obra. Esta visão dualista em relação a obra não é um ponto positivo, entretanto, não significa que o mangá receberá poucos votos - Muitas pessoas gostaram bastante do material apresentado e deixaram claro que foi uma das três obras que votaram no cartãozinho, inclusive o mangá também foi bem avaliado em alguns sites, na MDB foi o segundo mais bem votado (tu deve votar na sua série favorita no MDB), enquanto no 2ch, por ter um sistema de votos diferentes, o mangá ficou somente na sétima colocação (tu deve dar uma nota de 1 a 10 em todas as séries na 2ch, por isso a 2ch avalia mais por qualidade, já a MDB por ordem de preferência. Enquanto na MDB vence o mangá que tem mais simpatizantes, na 2ch vence aquele que teve a melhor média entre todos os leitores). Por fim, para comprovar a divisão do público em relação a série, no WorataChannel, tantos os comentários negativos quanto os positivos em relação a série conseguiram receber um bom número de votos, normalmente quando uma série é mal recebida, os comentários negativos tendem a receber mais votos, e quando a série é bem recebida, acontece o contrário.

Nota: 3 / 5
Chances de Serialização: Medianas. Estou em duvida se suas chances são medianas ou altas, depende muito de quantos votos o one shot receberá nos seus cartõezinhos. Se o público geral seguir a MDB, provavelmente o mangá será um dos mais bem avaliados, deste modo tem chances reais dos editores relançarem o one shot na Weekly Shonen Jump (Eu duvido que decidam transforma-la imediatamente em uma série), contudo, se o público mesmo gostando preferir votar em outras obras que consideraram melhor, "Shoukanshi Aremo" morrerá na praia. De qualquer modo, a obra foi a sétima mais bem avaliada na 2ch e a segunda mais bem avaliada na MDB. É uma grande incógnita, que só o tempo responderá qual será o seu futuro.

Kiko Babysitter / Oujo Hitsujisaru & Akira


Beelzebub é você? O mangá conta a história de um jovem com punho de ferro que se vê obrigado a ser o "babysitter" de uma garota, que também se revela uma grande lutadora. Eu resumirei a história deste modo, pois "Kiko Babysitter", simplesmente não tem chances de se tornar uma série: Foi o mangá com a pior recepção tanto na 2ch quanto no MDB. Os japoneses simplesmente acharam o mangá ridículo. Primeiramente o conceito é uma cópia de Beelzebub, e segundo, mesmo tendo uma arte relativamente boa (para muitos foi o único ponto positivo da série), a sua história é confusa, os protagonista são genéricos e sem identidade própria, e as cenas de lutas são extremamente mal montadas, parecendo que o desenhista não sabia organizar bem os quadrinhos da obra. "Kiko Babysitter" tem um conceito já muito explorado, que só funciona caso o autor saiba trazer uma visão inovadora sobre o tema, o que claramente a dupla desta obra não conseguiu fazer.

Nota: 0 / 5
Chances de Serialização: Baixíssimas. Como já citado, foi o mangá com a pior recepção tanto na MDB quanto na 2ch, deste modo, os editores só decidem serializar este mangá caso queiram lançar uma obra para ser cancelada ou caso os dois autores tenham feito um pacto com o demônio para conseguir lançar uma série independente do tudo.

Kuri ono Reigi / Hon Fujimoto


Pesquisei um pouco sobre esse autor (que tem uma conta no twitter) e descobri que antes de trabalhar para a Shueisha, deu uma pequena passada na Kodansha, onde chegou a publicar algum material na Monthly Shonen Magazine, contudo, por motivos desconhecidos migrou para a Shonen Jump, onde recebeu a oportunidade de lançar o seu primeiro material, Kuri Ono Reigi na Jump NEXT. O mangá é uma comédia que se baseia mais em trocadilhos (que tem como base as situações mirabolantes que acontecem no capítulo). O roteiro é bem simples, o protagonista e sua companheira fantasma estão em sua casa sozinhos, quando são assombrados / atacados por uma entidade sobrenatural que faz o apartamento deles parecer Silent Hill: The Room. Após uma louca aventura, e serem atacados por várias assombrações, conseguem sair vivos, mesmo que não tão sãos.

Pessoalmente a comédia me agradou bastante, mesmo eu ainda não consigo entender como conseguiria funcionar como série, e por sorte, mesmo minha opinião não valendo NADA, dessa vez, os japoneses concordaram comigo. A maioria das pessoas aprovaram a comédia, elogiando principalmente a personagem feminina que a definiram: "hilária". A sua expressão sempre alegre, independente de quanto a situação piorava, levou a maioria do público aos risos, e ainda por cima, a sua fofura, que em muitos momentos lembra Himouto, também foi de agrado - Em nenhum momento vi algum comparando o mangá a Himouto, é somente uma constatação minha -. Já o protagonista faz o seu serviço, seguindo o clichê do "garoto medroso que grita e desmaia em quase todas as situações". Muitas vezes não precisamos entregar personagens inovadores, é importante entregarmos um básico coerente. Devo assumir que vi algumas pessoas criticando o protagonista na 2ch, mas foram realmente poucas pessoas, provando que este ponto, mesmo que não tenha sido elogiado, também não desagradou muitos. Com uma comédia bem articulada, personagens carismáticos e uma situação, mesmo que clichê, divertida, "Kuri Ono Reigi" entrega um one shot coeso e que demonstra que o autor tem capacidade de desenvolver uma boa comédia.

Nota: 4 / 5
Chances de Serialização: Medianas. Como assim somente médias? A obra acabou sendo elogiada pela maioria dos japoneses, mas mesmo assim tiveram poucas pessoas que realmente exaltaram o mangá, deste modo o mangá foi o quinto melhor avaliado na 2ch, e o terceiro mais bem votado na MDB. Eu acredito que os editores podem acabar dando mais uma outra chance ao autor, lançado assim outro material na Jump GIGA, mas não acredito que a "Kuri Ono Reigi" se tornará uma série na Weekly Shonen Jump. Os editores devem dar preferência a outras duas séries que foram lançadas nesta edição.

Kempa Trick / Nakamura Atsushi


Primeiramente, eu tive uma grande dificuldade em traduzir o nome do mangá, pois o seu nome é: "ケンパトリック", que significaria "Ken Patrick" ou "Ken Patorikku", já que "ケン" = Ken, e パ"トリック" = Patrick, contudo, dando uma pequena pesquisada descobri que existia um golpe chamado "Kempa Trick" (que também é citado no próprio one shot), e descobri que o nome verdadeiro não era esse tal "Ken Patrick". Então, esquecendo os problemas com o nome da obra, Nakamura Atsushi retornou para alegria de muitos japoneses. O autor havia lançado "Kurokuroku", que é atualmente o mangá cancelado com menos de seis meses que teve as melhores vendas, deste modo, mais do que natural os editores darem uma segunda chance. "Kempa-Trick" é um one shot de Handball que segue o esquema básico das obras dos gêneros, apresenta um protagonista que tem um grande potencial no esporte, porém, por motivos diversificados não o pratica (neste caso, é por desconhecimento mesmo). Após uma primeira lição, o protagonista percebe como o esporte (no caso handball) é belo e decide continuar praticando-o. Por mais que o one shot seja focado no personagem principal, também são apresentados outros personagens tão interessantes quanto.

"Kempa Trick" inicialmente parecia que ia ser somente mais uma história sem graça de algum esporte, e pode ser até que se torne isso quando for serializado, entretanto o que foi apresentado nesta edição foi um material muito sólido e com potencial. Os japoneses gostaram bastante do que leram - Elogiaram tanto os personagens que circundam a obra quanto a própria abordagem do autor em relação ao esporte, que tem uma baixa popularidade - A arte também foi muito elogiada, Nakamura Atsushi pode até ter entregue um "design" genérico aos personagens, mas pelo menos todos foram desenhados com detalhismo. As mãos dos personagens, que para muitos desenhista é um dos ponto mais dificeis, também tem um detalhismo enorme, porém, a arte precisa melhorar alguns pontos. O autor claramente não é acostumado a desenhar obras que necessitam dar uma noção de movimento, por isso, muitas cenas parecem ser estáticas, principalmente a bola, que quase nunca parece que esta se movendo. Os pequenos momentos de comédia do mangá também foram bastante elogiados, na 2ch os frequentadores comentaram bastante do momento que um personagem estica todos os seus braços para pegar uma bola. Por fim, também vi no WarotaChannel um comentário muito positivado a personagem feminina que aparece praticamente como "figuração" neste one shot, parece que os japoneses conseguiram se simpatizar pelo "design", e por mais que o foco seja os jogadores do time, é sempre bom ter personagens femininas que agradem os leitores. "Kempa Trick" não apresenta um material inovador ou uma visão inusitada em relação ao handball, mas mesmo assim entrega um produto coerente e muito agradável. O suficiente para chamar atenção de muitas pessoas e assim aumentar suas chances de virar série, mesmo não sendo levado a votação. 

Nota: 4 / 5
Chances de Serialização: Altíssimas. Acredito que seja o one shot desta edição que tem mais chances de acabar se tornando uma série, pois foi o primeiro mais bem votado na MDB, e o terceiro mais bem avaliado na 2ch, praticamente empatando com o segundo colocado. E por mais que o produto não vá para votação, a maioria das pessoas devem estar dando um feedback positivo em relação a obra (Lembrando que os cartões de votação, além de perguntar os três one shots preferidos, também fazem perguntas diretas ao leitores, e um deles normalmente é avaliar as novas obras dos veteranos), contudo, mesmo sendo o one shot com mais chances de ser serializado, existe uma possibilidade real do mangá acabar sendo esquecido mesmo assim, pois tem muitas obras na "fila", e pode acabar que algumas edições da NEXT não tenha nenhum dos one shots relançados na Weekly Shonen Jump, infelizmente.

Hakobi ya Maruku / Masato Mori

Em um planeta perdido no espaço, após o seu criador morrer, um pequeno robot vive sua vida solitária, ajudando as pessoas pela rua para conseguir alguns tostões, que ele utiliza para se alimentar. A sua rotina é sempre a mesma: Ajuda as pessoas em vários fazeres diferentes, ganha um pouco de dinheiro e vai ao bar uma velha amiga para comprar algo para comer. A relação entre o robot e a amiga é bem sútil, e os dois de algum modo tem um sonho de conhecer todo o planeta, partindo para uma grande aventura. De qualquer modo, a vila onde os dois viviam era bem tranquila, contudo, uma pequena gangue comandada por um velho que tem interesses sobre aquela área, começa a trazer o caos aquele ambiente. A situação vai piorando, até que chega o momento que esta gangue ataca o bar da velha amiga do protagonista, e começa assim um grande confronto que acabe com o protagonista vencendo o vilão. Após toda essa confusão, robot consegue convencer a sua amiga a partir em uma aventura, mesmo ela tendo um problema na perna que não a deixa se locomover direito. Assim, os dois partes juntos para conhecerem o mundo.

Com uma história bem simples, o autor do bem recebido "Zombie Karo" retornou a NEXT, e mostrou uma grandíssima evolução neste um ano que ficou parado. Para quem não lembra, "Zombie Karo" foi uma obra lançada no Volume 06 da NEXT de 2014, e acabou tendo uma recepção altíssima, contudo a história sofria com uma arte suja e fraca, além de vários pontos que inviabilizaram a sua serialização. "Hakobi ya Maruko" apresenta o contrário, por mais que ainda seja questionável o mangá conseguir dar certo caso seja serializado (é uma ideia muito diferente, que pode acabar dando MUITO certo, mas também pode dar muito errado). O importante é que o primeiro passo o autor já deu, a obra foi bem recepcionada pelo público japonês, que elogiou bastante o desenvolvimento de personagens do autor, elemento que já vinha sido elogiado em sua obra anterior, e também elogiaram bastante o carisma do protagonista. O universo da história dá um espaço de desenvolvimento gigantesco. Por fim, a comédia apresentada também conseguiu agradar os leitores. Na verdade, mesmo tendo um design que parece infantil, "Hakobi ya Maruko" é um dos mangás mais sérios desta edição, tendo poucos momentos de comédia, mas estes momentos foram extremamente pontuais e conseguiram fazer os leitores caírem na risada. O mangá acabou agradando muitos os leitores da NEXT, e tem chances altas de ser serializado, mas sofre um pequeno problema: não te prende o suficiente ao ponto de querer, de qualquer modo, vê-lo sendo serializado, assim, como podemos ver pela MDB, por mais que muitos gostaram da obra, poucos estão dispostos a votar por ela.

Nota: 5 / 5
Chances de Serialização: Altas. O mangá foi o mais bem avaliado na 2ch, mas ficou "no meio da tabela" na MDB, contudo, o público da 2ch por ser mais vasto e expansivo, tende a ter muito mais acertos que o da MDB, por isso, ter sido o mais bem avaliado na 2ch nos leva a crer que o público geral também gostou bastante da obra. Ainda por cima, este foi o segundo acerto do autor, o que aumenta a confiança dos editores em relação a sua capacidade de lançar mangás de sucesso. Talvez "Hakobi ya Maruko" não acabe virando série, contudo, o autor está lentamente conquistando a confiança dos editores e tem tudo para receber uma chance na revista.

Tofu no Kamisama / Tengan Shintaro


O problema de chegarmos nas últimas obras da revista, é que a grande maioria foram colocadas só para completar a numeração de dez à doze obras por edição. Normalmente os editores colocam três obras mediocres ou mesmo ruins, e deixam somente uma boa, só para dar a sensação aos leitores que não estão lendo realmente um monte de one shot ruim. "Tofu no Kamisama" é uma dessas obras que claramente foram selecionadas somente para ocupar espaço - Resumindo rapidamente o mangá. O protagonista fez um contrato com um deus do tofu (que é essa criança), e utilizando os seus poderes deve conseguir achar um objetivo divino. No meio da sua busca, acha uma outra garota, que também fez um contrato com um outro deus, e os dois acabam lutando (no meio da luta vão se conhecendo mais, e criando um clima). A história termina com os dois inimigos se tornando amigos e criando um pseudo-romance que provavelmente nunca será realmente desenvolvido, pois essa história deve acabar entrando no limbo do esquecimento.

Digo isso, porque a recepção dos japoneses foi realmente morna: Quase ninguém perdeu o seu tempo comentando sobre a obra nos fóruns que eu frequentei, na verdade, somente quem votou na série no 2ch que acabou votando, mas isso porque provavelmente é obrigatório explicar a sua nota. Deste modo, por mais que o mangá passe longe de ser um material ruim, também não acaba sendo memorável - Logicamente, lendo-o tu lembra um pouco de "Gash Bell", principalmente por causa da dinâmica de ter "crianças" com superpoderes acompanhando os heróis, contudo, após terminar de ler o mangá, tu nem lembra mais do que ele se tratava, aliás, pode ficar na memória somente que era algo parecido com "Gash Bell", e nada mais. Espero que o autor tenha uma segunda chances para mostrar o seu verdadeiro potencial.

Nota: 2 / 5
Chances de Serialização: Baixas. O oitavo mais bem avaliado na 2ch, e um dos menos votados na MDB. Acredito que será mesmo uma daquelas obras que caíram no limbo do esquecimento, como acontece com a maioria das obras que são lançada na NEXT, infelizmente.

Black Books / Kenji Hamada


Por mais que a obra não tenha quase nenhum elemento parecido com "Black Clover", me fez lembrar como na época que foi lançado o one shot, eu chamava a série de "Black COVER", pois eu pensava que era uma referência a um livro de magia negra. Esquecendo esses detalhes insignificantes, Black Books conta a história de uma investigadora que está pesquisando sobre um número grande de homicídios que está acontecendo nas ruas da sua cidade, que é igual a Londres vitoriana, inclusive a história se baseia muito no conto do "Jack, o estripador", mas nesse caso, o assassino é um homem que se transforma em monstro. O problema de "Black Books" não é a sua ambientação, e sim a sua narrativa extremamente confusa. O autor vai constantemente indo do passado ao presente, mas sem fazer isto de maneira coesa, assim, o leitor fica extremamente confuso em relação a ordem dos fatos da história, para piorar, os personagens não são nem um pouco carismático, e o caso, mesmo que interessante, não consegue parecer inteligente o suficiente para agradar os leitores que são simpatizantes ao gênero investigativo. Já a sua arte foi pouco comentada pelo japoneses, pois ao mesmo tempo que não é nada de espetacular, também não é ruim, é simplesmente mediana. Black Books tem como ponto positivo, somente o seu conceito e sua ambientação, de resto, é um mangá extremamente medíocre e caótico.

Nota: 2 / 5
Chances de Serialização: Baixas. Foi o oitavo mais bem votado na MDB e o nono mais bem avaliado na 2ch, deste modo, suas chances de acabar virando uma série ou mesmo ser relançando na Shonen Jump como one shot, acredito que sejam realmente minimas, se não zero. O autor ainda por cima tem muito no que melhorar, principalmente no quesito desenvolvimento de narrativa. De qualquer modo, acredito que o autor seja criativo e deve receber uma segunda oportunidade em futuro próximo, por isso, podemos vê-lo na Jump GIGA em breve. 

Sekai o Kaeru Hanashi o Shiyou / Kumano Shiori


O penúltimo one shot da edição conseguiu me surpreender por sua ideia, mesmo tendo vários furos no seu roteiro. "Seikai o Kaeru" conta a história de um menino e seu gato que vivem em mundo onde o uso de máquinas foram proibidos. Após várias tragédias causadas pelo uso maquinários, o governo decidiu que todas as construções deveriam ser realizadas somente manualmente, contudo, esta decisão está levando aos poucos, a sociedade moderna ao colapso (logicamente). O protagonista é um menino apaixonado por máquinas, que mesmo sabendo dessa lei, decide montar uma escondido. Ele é guiado por um gato, que na verdade é a reencarnação de um grande cientista do passado. Assim os dois juntos vão montar uma máquina, que no final da história, usam para salvar duas pessoas (amigas de escola do protagonista) que estavam preste a morrer. O povo ao vê-lo salvando aquelas duas pessoas, recuperam um pouco a fé nas máquinas, e percebem como os maquinários podem trazer o bem.

O conceito da história é MUITO irrealista, e por isso que eu digo, que por mais que seja interessante, tem muitos furos, contudo, a fantástica simpatia da dupla protagonista, faz com que você esqueça este furos e simplesmente aproveite a história. É interessante ver o protagonista, mesmo com sua inexperiência e medo, tentando montar aquela máquina. A cena em que ele finalmente faz a sua criação decolar, e vai voando pela cidade, assustando todo o público, também é muito agradável de se ler. Talvez um dos pontos fracos da história seja justamente a sua arte, que é muito inconstante: Enquanto o autor consegue desenhar muito bem os cenários, os personagens tendem a ter um design fraco e mal acabados. "Seikai o Kaeru" é uma história teoricamente fechada, pois simplesmente conta a aventura de menino que constrói uma máquina, o que praticamente faz que as pessoas decidam não votar na série. Os japoneses gostaram do que leram, na 2ch muitos deixaram claro que foi a sua obra preferida da edição, mesmo que, provavelmente não colocarão como primeira opção de voto, pois tem outras obras com potencial maior (caso seja serializado). De qualquer modo, Kumano Shiori com este one shot, apresentou ao público japonês o seu potencial, e também demonstrou aos editores que pode ter um grande futuro. Tenho certeza absoluta que ele receberá a chance de lançar mais uma outra curta na Jump GIGA.

Nota: 4 / 5
Chances de Serialização: Medianas. Se for pela sua recepção, eu diria "altas", pois o mangá foi, por exemplo, o segundo mais bem avaliado na 2ch, contudo, como acredito eu que a história tenha sido fechada demais para conseguir se tornar uma série, os editores devem pedir para que o autor lance uma segunda história. Caso estejam animados com a recepção de "Seikai o Kaeru", podem pedir para lançar esta história diretamente na Weekly Shonen Jump, quem sabe na Golden Future Cup, mas acho isto improvável, provavelmente lançarão uma segunda história na Jump GIGA mesmo.

Croquis / Hashikawa Hajime


Quando eu vi este mangá, a minha reação foi simples: MEU DEUS, QUE ARTE É ESSA! O problema é que não vai muito além da sua arte, mesmo que o conceito apresentado seja muito interessante. "Croquis" conta a história de um garoto que sonha em ser um grande pintor, e assim frequenta um colégio artístico, e é simplesmente isto - O vemos tentando liberar os seus sentimentos, para conseguir produzir uma pintura tecnicamente bela e artisticamente emocionante, o que no final, ele consegue fazer, mesmo que para mim, a sua pintura saiu somente tecnicamente bela (como o seu próprio mangá). Croquis tem uma arte fantástica, e sua história não é ruim, é somente vazia. O autor pegou um tema tão delicada, tão profundo e não conseguiu desenvolve-lo de maneira interessante. Talvez foram as poucas páginas que os editores deram a sua disposição, ou talvez seja mesmo incompetência do próprio autor, não sei, mas fica claro que "Croquis" tem potencial de ser algo muito maior do que foi apresentado. Sempre espero o autor lançar ao menos duas obras antes de dizer que deve ser somente um artista, e esperarei Hashikawa Hajime lançar mais uma outra história para dizer isto, mas caso a sua próxima ideia também seja mediocremente desenvolvida, ele DEVE ser colocado como artista, pois esta arte, simplesmente NÃO PODE ser jogada fora. Hashikawa Hajime é um talento que deve ser lapidado.

Nota: 2 / 5
Chances de Serialização: Baixas. O mangá teve uma recepção baixa tanto na 2ch quanto na MDB, duvido que acabe sendo serializado, mas pelo menos, em todos os lugares percebi comentários positivos em relação a arte do autor, muitas pessoas realmente ficaram eufóricas com o potencial do autor. E provavelmente os editores tão estão eufóricos com o seu potencial. Espero que o vejamos voltando para a revista muito em breve, mesmo que seja somente como desenhista. 

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